Em junho de 2023, o governo federal lançou um programa que mexeu com o mercado de carros: descontos de R$ 2 mil a R$ 8 mil em modelos novos, além de reduções maiores para ônibus e caminhões. O programa de desconto de carros de 2023 movimentou as concessionárias e, de quebra, também o mercado de usados.
A seguir, relembre como funcionou o programa, quais eram os critérios e qual foi o impacto para as revendas.
Como funcionou o programa de desconto de carros de 2023
Lançado em 5 de junho pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o programa previa duração de até quatro meses ou enquanto houvesse recursos.
As montadoras tiveram até 12 de junho para aderir e informar os modelos com desconto. Em seguida, no dia 14, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou a lista de empresas e modelos participantes.
Descontos para carros
Para os carros, os descontos variavam de R$ 2 mil a R$ 8 mil, com base em três critérios:
- Social: preço mais baixo do veículo;
- Ambiental: carros que poluem menos;
- Densidade industrial: geração de empregos e uso de peças nacionais.
Descontos para ônibus e caminhões
Para ônibus e caminhões, o desconto ia de R$ 36,6 mil a R$ 99,4 mil, conforme o tamanho e o grau de poluição. Micro-ônibus, vans e caminhões menores teriam R$ 36,6 mil; já ônibus normais e caminhões grandes, R$ 99,4 mil.
No entanto, havia uma condição: o comprador precisava entregar um veículo com mais de 20 anos de fabricação para reciclagem e comprovar a destinação ao desmonte. Além disso, o valor pago pelo veículo antigo entrava no cálculo do desconto.

Como o programa foi financiado
O programa usou créditos tributários, ou seja, descontos para os fabricantes no pagamento de tributos futuros, num total de R$ 1,5 bilhão: R$ 700 milhões para caminhões, R$ 500 milhões para carros e R$ 300 milhões para vans e ônibus. Em troca, a indústria se comprometeu a repassar a diferença ao consumidor.
Para compensar a perda de arrecadação, o governo reverteu parcialmente a desoneração do diesel: dos R$ 0,35 de PIS e Cofins zerados, R$ 0,11 voltaram a ser cobrados em setembro, após a noventena.
E o impacto para as revendas?
O programa aqueceu temporariamente as vendas de novos, como mostramos em vendas de veículos no 1º semestre de 2023. Depois que os descontos acabaram, o mercado de novos desacelerou e os usados ganharam força, como explicamos em transações de usados em agosto.
Fonte: com informações da Agência Brasil.



